Papo Nerd

por Hilder Santos

What is seen… Parte I

Ouvindo uma música aqui (que eu não vou dizer qual porque ela é muito emo, fodam-se) me lembrei de um game que joguei quando tinha, sei lá… uns 12 ou 13 anos de idade, e que eu achava SENSACIONAL. Naquele tempo – 1996, 1997, por aí – os jogos eram mais que quadrados, e qualquer Duke Nukem ainda impressionava bastante. Um jogo que fez revolução (IMHO) e que inseriu esse lance todo de física em jogos, corpos que não somem, etc… foi Myth.

Porra, Myth era foda. O char que eu mais curtia sem dúvida era o anãozinho escroto, que era só jogar os seus coquetéis molotov explosivos para tudo ir para os ares. Não importa o que você fizesse, se você protegesse o seu anão até o final da fase, era quase certeza de vitória. Agora… se alguém corresse atrás dele (algum guerreiro, por exemplo), fudeu. Você tinha que se preparar para caminhadas sem fim, do seu anão tentando investir no inimigo e se virando de volta, pois o espaço que ele tinha para lançar sua garrafa explosiva era muito pequeno… e uma hora, o inimigo pegava o coitado do anão de jeito.

Eis o anãozinho escroto. Bem... de perto, ele nem parece tão escroto assim.

E pior: a imagem que eu tinha na minha mente desse jogo era ÉPICA. Sério. Algo no estilo “300 de esparta”, com direito a muita carnificina, gráficos full HD e ambiente terrivelmente hostil e memorável.

Myth da maneira que eu imaginava. Só faltou o anão.

Ainda ouvindo a música, tive a curiosidade de relembrar estes momentos ÉPICOS… e procurei um vídeo no YouTube que me remetesse ao prazer que tinha quando jogava este game SENSACIONAL – até então pelo menos. E, companheiros, digo: que MERDA é essa que eu vi?

Algumas memórias só são boas de verdade quando permanecem em sua mente. Sabe aquela menina que você era apaixonado quando fazia sua 5ª série (hoje, 6º ano) e achava ela a mais perfeita criação deste mundo? Você vê ela depois de alguns (vários) anos e a primeira coisa que se pergunta é “onde eu estava com a cabeça pra gostar deste canhão“? Não, meu amigo, ela não ficou feia com o tempo. Ela SEMPRE foi feia, você que foi otário o bastante para deixar com que a injeção de dopamina liberada pelo seu cérebro no início da sua adolescência tomasse conta do seu corpo. Foi examente esta mesma sensação que tive ao ver este vídeo, que é do mesmo jogo que estava falando agora há pouco:

Lamentável. Era muito melhor em minha mente.

Como falei… memórias só são boas de verdade quando permanecem em sua mente. Faz de conta que não vi isso, e que joguei algo parecido com 300 de esparta.

Bem melhor assim. :)

 

Este artigo foi publicado por Hilder Santos em 12 de setembro de 2010 (Domingo) às 03h47.

Última atualização: 12 de maio de 2011 (Quinta-feira) às 19h05, por Hilder Santos.

Categorias: Games